A religião católica, independente da igreja que lhe propague, católica Romana, Anglicana, Ortodoxa Grega, Ortodoxa Russa ou Egípcia Copta. É sem sombra de duvidas a maior religião do mundo. As estatísticas mostram que o numero de cristãos no mundo somam mais de um bilhão, e estatisticamente metade deles são católicos. Isso torna a Igreja Católica uma das organizações universais mais fortes e mais estruturadas do mundo.

 Todo o seu poder é concentrado no plano espiritual, mas sua influencia é muito forte também no plano temporal. De inicio o catolicismo é um sistema religioso governamental alimentado por elites altamente ricas e isso influencia muito o estado de estabilidade religiosa mundial, independente do seu passado de crença imposta obrigatória.

 Ultimamente, em vez de repudio as outras propostas cristãs, o catolicismo, por meio do Papa João XXIII nos anos 60, propôs o ecumenismo religioso, na intenção de conter a evasão dos fies em suas fileiras. Como ecumenismo não cobriu as expectativas até meados dos anos 90,a Igreja apelou para a renovação carismática, criando um processo de evangelização modelado do evangelismo pentecostal muito comum e exclusivo das Igrejas evangélicas do século XIX.

 O catolicismo como religião cristã tem toda sua proposta fundamentada nas Escrituras. Porém, dentro da sua particular interpretação, a qual, ainda hoje, é de exclusividade do clero católico, e não sujeita a investigação por parte dos fies.

Nos ensinamentos doutrinários católicos, só o magistério da Igreja está apto a investigar, decidir, e difundir como verdade absoluta os questionamentos teológicos bíblicos,  e declarar como decisão irrevogável sob pena de excomungação a não aceitação dogmática das definições  referentes a bíblia e a tradição católica.

 Nos ensinos católicos, o plano salvífico de Deus, com base na salvação do homem por meio de Jesus Cristo em sua vida, morte e ressurreição, comparado a bíblia, é até um pouco hilariante, por se mostrar, mais uma particularidade católica, do que um dom gratuito divino, por motivo que os ensinos doutrinários católicos, mostra a fé católica como um passaporte divino,  em substituto a fé em Cristo.

 A plataforma basilar do catolicismo é a fé, mas não a fé como sentimento próprio individual, inato no ser humano, e esta fé, livremente direcionada a Jesus Cristo.  Para a Igreja Romana a fé está acima de tudo, e esta deve ser vista como único meio de salvação. Por isso,  ensina ser  a fé,  o maior tesouro que o ser humano deve possuir, por está ela agregada a salvação.

Entretanto a referida fé articulada e considerada para a salvação, pregada pelo catolicismo não representa a fé em Cristo, mas sim a fé nos ensinos católicos, onde reside a salvação.

 Buscando uma superficial aparência bíblica, sob a alegação de verdade absoluta, o catolicismo prega que o homem é salva pela graça, e não vem dele mesmo, e sim, de um dom gratuito de Deus. Afirma  assim, que o único meio de o homem ser salvo é a fé.

O ponto culminante dessa teoria, inculcada nas mentes católicas até aos dias de hoje é que: “Se Deus pela graça dá a salvação, Deus também pela Igreja católica dá a fé única e exclusiva para essa salvação. 

Em cima dessa teoria de bases agostinianas, originou-se o dogma: “Fora da igreja católica não há salvação”.

Conseqüentemente toda humanidade pode salvar-se apenas pela crença nos ensinamentos católicos por serem esses ensinos o passaporte para a salvação somente concedido pelo catolicismo, e confirmado através da Eucaristia, o sacramento, mas solene da Igreja.

 

 Para os que morrem a situação é melhor, por motivo, de a redenção final vir após a morte. A vida é uma preparação para redenção, portanto, os sacramentos católicos transmitem forças para os adeptos viveram de acordo com a vontade de Deus. Mesmo morrendo no pecado, o homem tem direito ao alivio da pena purgatória por meio das rezas dos seus entes queridos.

Obras visíveis

 Os sacramentos são as obras procedidas pela a Igreja em favor dos crentes. Neles o crente católico  ver os sinais da graça de Deus para a humanidade. Esses sacramentos são em numero de sete: Batismo, Crisma, Eucaristia, ou Comunhão, Penitência, Unção dos enfermos, Ordenação Clerical, Matrimonia.

 Alteração da substancia

 Dos atos solenes católicos entre os sete sacramentos o mais importante é o da “Eucaristia.” Trata-se de um rito de maior relevância no serviço divino católico. Sua consistência é o pão e o vinho.

Este ato é o ponto crucial da missa. Ele expressa a comunhão dos fiéis unidos em  só sentimento para uma refeição comum. É, portanto um cerimonial sacrificial no qual Jesus esta presente e é oferecido a Deus  naquele momento para perdão dos pecados do penitente. Os que tomam a Hóstia consagrada recebem a remissão de seus pecados.

 

 A igreja afirma e confirma por meio de um “Dogma” que o pão, (Hóstia) e o vinho, naquele momento, por meio da reza do padre, se transformam realmente no corpo e no sangue de Jesus Cristo. Mesmo a aparência, o odor e o sabor dos elementos, pão e vinho permaneçam iguais a sua substancia se altera. Este processo chama-se: “transubstanciação,” e nele o fiel católico, pela fé, está comendo realmente o corpo de Cristo e bebendo o seu sangue.

 As Hóstias Consagradas, que comumente sobram em cada missa são guardadas em uma grande taça, num cubículo no altar onde uma lâmpada vermelha é acesa permanentemente, representando a Luz do Santíssimo Sacramento pelo Espírito Santo.

Ali os fiéis se ajoelham reverenciando o conteúdo da taça como se fosse o Cristo vivo. Uma vez a cada ano é celebrada a festa da Hóstia, “Corpos Christi onde a Hóstia sai em procissão pelas ruas.

 Ainda faz parte também do sacrifício da missa os fiéis receberam a intervenção sacerdotal pelos seus pecados quando no ato da purificação abrangente da cerimônia simbólica da água-benta e do incenso.

 Observa-se com isso, que Jesus Cristo não recebe adoração devida no catolicismo, e sim, é apenasmente celebrada num ritual repetitivo tal quais as oferendas do antigo testamento onde para repetitiva vida de pecados era oferecido também repetitivo sacrifício.

Em suma, no catolicismo Jesus é um sacrifício continuo como no Antigo Testamento, onde diariamente havia o sacrifício da santificação.

 Essa questão da transubstanciação foi ponto central de controvérsias teológicas no século VIII, até que um monge (Pacássio Radberto) no ano 831 escreveu um livro intitulado “Corpore et Sanguine Domini” (do corpo e do sangue do Senhor). Com este livro a Igreja Romana adotou oficialmente a missa como sacrifício em 1215, e em 1545 tornou-se um dogma. Ou seja, verdade incontestável.

 Hodiernamente mesmo sendo o ecumenismo um passo muito importante para a Igreja Católica Romana, na consolidação da unidade Cristã no mundo, a Igreja Católica, através do Papa Bento XVI,  reafirma e tem como verdade absoluta de fé que: Fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há Salvação.

 Chame-se atenção com isso,  para  a impossibilidade do ecumenismo e a unificação das propostas Cristãs crentes numa mesma fé.

Célio Pedrosahttp://blogcelipe.wordpress.com

 

 

 

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