CÁRCERE DA ALMA – Esta é a condição do homem, segundo Platão, em sua teoria dualista do Bem e do Mal, juntamente com sua mentalidade Pampsiquista, na qual ele defende ser a alma detentora da suprema sabedoria (a filosofia) e encontra no corpo humano, sua prisão, enquanto vivo. Sendo assim o homem apenas um invólucro prisional da alma.

 MORADA DE DEUS E TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO – Esta é a condição humana, tanto do homem como da mulher, segundo as realidades das revelações divinas, contidas nas Escrituras Sagradas.

A Metafísica platônica teoriza o mundo ou o universo em dois planos distintos: Bem e Mal. No Bem, ( plano celestial) o mundo incriado, invisível e inteligível, concebido como, mundo inteligente das IDÉIAS que pairam no universo (no caso a Filosofia) e alimentam a inteligência da ALMA. (Pampsiquismo).

 Segundo Platão, a alma é um ser incriado, preexistente ao homem e eternamente dotada de conhecimentos do BEM, (Filosofia) adquiridos das IDÉIAS oriundas de mundos superiores. Este é o plano divino platônico.
No platonismo, o Mundo Superior é a fonte de onde jorra as eternas IDÉIAS que originam a filosofia.

Este é o Mundo da Ordem Moral. No Mal, (plano terreno) encontra-se o mundo inferior material, constituído de desequilíbrio e constante caos.

 Platão defende que: O mundo material, inclusive o homem, foi criado e ordenado pelo Demiurgo deus de sabedoria limitada e imperfeita.

No pensamento platônico o Ser é a IDÉIA e o não SER é a matéria. Assim, platonicamente, a matéria ou o homem é inferior a Alma, na qual está realmente a inteligência e a vida.

 Neste ciclo temporário paro o corpo, e eterno para a alma, na qual está à inteligência, o homem serve apenas de cárcere da alma, enquanto vivo, e pelo conhecimento do Mal, conhece a morte, enquanto a Alma durante seu estágio terreno conhece sua liberdade por intermédio da Filosofia.

 Essa teoria platônica da preexistência da Alma foi absorvida e defendida pelo pensador católico, pai da igreja, Agostinho e mais tarde adaptada por Kardec para fundamentar a teoria da reencarnação. O pensador Agostinho afirmava, ser o corpo, um invólucro da alma.

 COMENTÁRIO CONTRA FILÓSOFOS 

 Toda essa quimera plantonista, além de nunca ter se auto afirmado como resposta definitiva, o que é comum na filosofia teorética, ela cai por terra quando da afirmação das Santas Escrituras em mostrar o propósito direto de Deus em habitar dentro do homem e da mulher e ter como realização suprema, o homem ser a Coroa de sua Criação.

O platonismo nega e contraria o Antropomorfismo e o Criacionismo divino, onde Deus se apresenta como um Ser Invisível, mas Existente, representado na figura humana de Jesus Cristo, o Autor Supremo de todas as existências, tanto visíveis como invisíveis.

 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas. (Col. 1: 15,17)

 Deus mostra de forma direta o seu propósito de habitar dentro do homem desde quando o formou e soprou-lhe o fôlego divino e o homem veio ser Alma vivente.
O sopro divino ativou o corpo inerte de Adão e imediatamente animou seu sistema nervoso colocando em funcionamento seus neurônios.
A Alma originou-se do sopro divino. Antes do sopro era apenas um inerte boneco de barro.
Com a oxigenação divina em suas narinas, ou seja, pelo fôlego de Deus, tornou-se Alma vivente.

 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. (Ge.2:7)

 Uma vez o homem vindo a existir pelo fôlego divino, Deus repartiu esse mesmo fôlego com a mulher, Eva, a qual repartiu com seus filhos e com todos os seres humanos. Enquanto o mundo existir, todo ser humano respira pelo fôlego de Deus, soprado  em Adão e transmitido a humanidade por Eva.

  Não fez ele somente um, ainda que lhe sobejasse espírito? E por que somente um? Não é que buscava descendência piedosa? Portanto guardai-vos em vosso espírito, e que ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade (Ml. 2:15)

 Mesmo o homem e a mulher tendo caído da graça divina Deus não tomou seu fôlego de volta, ao invés disso, Deus, continuou cada vez mais, por amor ao homem, mostrando o desejo de habitar nele, renovando esse desejo, quando toma forma humana e passa a habitar entre os homens.

 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (Jo: 1:14)

 Esse desejo de Deus em fazer morada no homem, culmina quando o próprio Jesus Cristo confirma o desejo duplo que, tanto o Pai como o Filho fará Morada no homem.

 Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; eu e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. .(Jo: 14:23)

 Em lugar de cárcere da ALMA o corpo do homem crente em Jesus Cristo está determinado por Deus, ser Santuário do Espírito Santo.

 Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuis da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? (I Cor. 6:19

 Observe-se atentamente o que é a pobreza do platonismo, onde se fundamentou o cristianismo filosófico.

A pobre arte pensamental de Platão nunca lhes revelou que o cárcere da Alma, não é o corpo, mas sim, viver encarcerado nas trevas do desconhecimento dos desígnios de Deus, negando Cristo, como criador de todas as coisas e Libertador das Almas encaceradas no pecado, e não no corpo.

 pedrosacelio@hotmail.com

Anúncios