Falando-se em termos de mensageiros da Palavra de Deus, essa pergunta é cabível apenas nos dias atuais.
Dentro do âmbito bíblico, no que se refere à evangelização segundo as Santas Escrituras, o termo BOM PREGADOR, não tem sentido nem indícios.
De forma direta ou indireta a Bíblia restringe-se apenas ao termo simples e direto, PREGADOR.

Contudo, dentro do campo evangelístico, nos dias atuais, nos quais o evangelho utilitário encontra-se em pleno auge, a indústria da fé só pode desenvolver, se recorrer a este tipo de mensageiros. Eloqüentes, astutos, criativos e supostamente persuasivos, são as principais característica desses profissionais da fé. Ser um BOM PREGADOR é atingir em cheio as massas que querem a Deus, mas não querem compromisso com regras e responsabilidades determinando sua religiosidade.

Esse processo infalivelmente muito aplicado nos últimos anos pela indústria poderosa da fé tem mostrado visivelmente seus lucrativos resultados. As maiorias das pessoas que recorreram ao ofício de pregação desse tipo de proposta religiosa estão religiosamente ricas. Com facilidade galgaram os degraus do poder, adquiriram riquezas e conquistaram prestigio embasados na teoria da prosperidade. Alguns fizeram uso de sua eloqüência ramificando-a para a política obtendo o mesmo sucesso que obtivera na indústria da fé. Juntando assim, a fome com a vontade de comer.

Uma das armas principais para o BOM PREGADOR é sem sombra de dúvidas a cauterização da mente. Os exemplos disto, BONS PREGADORES, em nome do seu pobre cristo, convenceram milhares de pessoas, que religião e denominação não salva, o que salva é o cristo pregado por eles.

Esquecem com isto que, realmente religião e denominação não salvam ninguém, mas uma denominação fora dos propósitos e ensinamentos de Cristo é passaporte para o inferno. Enquanto que uma religião e denominação adequada a Palavra de Deus levam a Cristo e Este a Salvação, (para aqueles que vêem a Salvação como a maior dádiva de Deus em vez de bens matérias).

O BOM PREGADOR é aquele que prega o que o povo quer ouvir, não o que o povo precisa ouvir, para, (depois de ouvir) enfrentar e vencer as  dificuldade e exigências da Nova Vida na tentativa de  chegar ao Filho de Deus e tornar-se filho pelo ouvir os ensinos de Jesus Cristo, nos quais está incluso a pobreza voluntária oferecida por Jesus Cristo ao jovem rico, em lugar das riquezas conquistadas pela suposta fé ofertada pelo pobre cristo dos BONS PREGADORES.

As massas descompromissadas com as Verdades da Palavra estão propensas a ouvir e seguir um Jesus Cristo completamente bonzinho e todo oferta. Sempre foi assim.Os exemplos bíblicos comprovam isso claramente quando de alguns episódios como quando Jesus Cristo multiplicou os pães, e a multidão passou a buscá-lo pelo pão terreno, tornando-se necessário Jesus Cristo em discurso que eles acharam duro, declarar-se ser Ele o Pão da Vida, mesmo assim o povo retirou-se mostrando sua preferência pelo material ( João 6.26,27).

Outro exemplo de que um BOM PREGADOR é aquele que só fala o que o povo quer ouvir, pode ser constatado no Antigo Testamento, quando do caso entre o profeta Hananias e Jeremias, onde o povo cativo preferiu a profecia de Hananias, a qual dizia que o cativeiro de Israel na Babilônia, findaria em dois anos, enquanto Jeremias dizia que o povo procurar-se servir bem ao rei Nabucodonossor, por que o castigo só findaria após setenta anos. (Jer.28:1,17)

Ainda uma prova de que o povo só quer ouvir o favorável pode ser constatado no acontecimento do encontro entre Josafá rei de Judá e Acabe rei de Israel, onde Acabe afirma odiar o profeta Micaías por motivo de ele nunca profetizar em seu favor. (II Re. 22:8,18)

Atualmente entre os grnades nomes que são tachados como bons pregadores, nenhum desses, teria a ousadia do apóstolo Paulo, onde em sua primeira missão a região da Grécia, como pregador, em vez de usar seus dons espirituais para benção usou para maldição, cegando o falso profeta judeu Bar-Jesus, e ainda repudiou publicamente o nome do profeta, onde Bar-Jesus significa filho de Jesus, Paulo o denomina de filho do diabo.

Notoriamente, nenhum BOM PREGADOR teria coragem de contrariar seus ouvintes, por motivo de seu compromisso está atrelado ao seu desenvolvimento comercial espiritual. Uma vez contrário aos benefícios que o povo espera ouvir que o jesus dele tem para ofertar, sua industria de fé iria a falência.

Atualmente nenhum negócio movimenta a economia de forma mais sólida como a indústria da fé. Neste ramo existem as grandes e potentes empresas, as micros, e ainda aquilo se pode classificar como barracas de fé, onde qualquer lugar serve como uma igreja e qualquer desocupado se auto consagra pastor.

Para estas ultimas existem casos, onde o seu recinto compreende espaços medindo 3 metros por quatro ou cinco, construído para finalidades comercias, menos para igreja, e ainda sem sanitário, cujo recurso é o fiel se prender ou fazer xixi numa lata e jogar no meio fio. Mesmo assim o BOM PREGADOR mantém sua esperança de um dia sua barraca virar uma potencia espiritual, (não realizando cultos e sim reuniões espirituais) em nome do seu jesus, dono do ouro e da prata do seus fies, e não do seu.

A Palavra de Deus mostra e ensina claramente que ninguém pode ser um mensageiro sem antes ser um adorador. Jesus Cristo afirma que os verdadeiros adoradores, o Pai procura. Ora, sabe-se que Deus é onisciente e conseqüentemente, Jesus Cristo quer com isso dizer que o Pai procura os seus verdadeiros adoradores, através de seus mensageiros, e Deus pela sua onisciência sabe quem é e onde estão, cabe aos mensageiros alcançá-los, sendo esses, simplesmente pregadores.

Conclui-se que o termo BOM PREGADOR refere-se primeiramente ao interesse próprio e a expressão de SABEDORIA HUMANA, a qual é um atributo de poucas pessoas e serve de atrativo para milhares.

Em lugar de um BOM PREGADOR as Escrituras mostram que a excelência de um ministério é a realização da comprovação da Palavra de Deus,através das realizações do Espírito Santo na vida espiritual das pessoas e não nas coisas materiais, e ainda o poder divino no servo mensageiro.

O apóstolo Paulo afirma que as realizações do evangelho não estão em sabedoria humana, aparentemente bíblica, e sim, nas demonstrações do Espírito Santo, quando se está pregando realmente à Cristo, para que a fé dos ouvintes não se apóie na sabedoria do pregador e sim, sim no poder de Deus realizado pelo pregador.

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1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

 

2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.

 

3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.

 

4 A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder;

 

5 para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

6 Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada;

 

7 mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória; (I Cor. 2:1,7)

pedrosacelio@hotmail.com

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