Este artigo, antes de se apresentar como um instrumento em defesa do evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, chama à atenção do leitor, para que esses escritos sejam visto como uma pretensiosa crítica ao livro espírita de Chico Xavier, ou seja, ao romance: Há 2000 anos atrás, obra literária espírita reconhecida pelo Espiritismo como uma das quase quatrocentas obras escritas por Chico Xavier e narradas pelo seu suposto guia espiritual Emanuel.

Esse livro originou-se de uma promessa feita pelo Emmanuel, a qual consistia em revelar aos adeptos do Espiritismo, quem foi ele, e como encarnou no planeta Terra pela primeira vez.

Segundo o Emmanuel de Chico Xavier, sua primeira encarnação terrena aconteceu nos anos trinta da era de Cristo quando ele encarnou usando o corpo de um senador romano por nome de: Públio Lentulus.

Aos trinta anos de idade casado com uma jovem de família nobre, Lívia Lentulus e pai de um casal de filhos, Flávia Lentulia e o pequeno Marcus Lentulus, futuro herdeiro de sua cadeira no senado do Império Romano.

Nos anos 32 da era cristã, durante o império de Tibério Cezar, sua filha Flávia aos sete anos de idade é vitimada de lepra.

Aconselhado por um amigo Flamínio Severus, também da classe senatorial romana, a tirar umas férias em Jerusalém, para que sua filha fosse beneficiada pelo clima saudável da Palestina como uma terapia em favor da saúde da menina, o senador embarca para Jerusalém e reside temporariamente em casa de um tio, por nome de: Sálvio Lentulus, Pretor romano casado com Fúlvia Prócula, irmã de Cláudia esposa de Pilátos.

Vítima de assédio sexual procedido por Pilátos a sua esposa, Públio é acometido de constantes crises de ciúmes, as quais se acentuam mais ainda, por calúnias contra sua fiel companheira, levando mais tarde a separação de corpos.

Tentando minimizar a situação e evitar gravidades em nível de escândalo passa a residir em Cafarnaum, quando a partir daí aumenta o grau de enfermidade da menina, a ponto de ela mesmo pedir para ele procurar o tal e Profeta de Nazaré que tanto se falava em toda Judéia.

Movido de compaixão pela filha, ele vai em busca de Jesus e tem com ele um encontro pessoal e direto, onde Jesus profetiza sua vida e fala dos mistérios da necessidade das reencarnações reservadas ao Senador.

Nesse encontro, Públio descreve Jesus como uma figura majestosa de inconfundível beleza, olhos bonitos e cabelos dourados, completando o retrato de Jesus como um homem de fisionomia divina.
Jesus diz ao Senador que a fé e a caridade de sua esposa Lívia, é suficiente para a cura da criança, enquanto que ele só conhecia o poder e isso teria que ser depurado ao longo das outras existências de Públio.

Uma vez a criança curada a esposa Lívia passa a ser uma seguidora do Mestre de Nazaré, mesmo contrariando as determinações do marido e sua posição social como patrícia romana.

Lívia torna-se fiel discípula de Simeão de Samaria, um patriarca seguidor de Jesus, ansioso para entregar sua vida em sacrifício a Deus para alcançar uma nova vida em outro plano.

Em seu primeiro encontro com Jesus, Lívia participa da multiplicação dos pães e o ingere sentido o gosto de um elemento totalmente divino, provocando de imediato uma grande alegria em sua alma.

Dias depois desse encontro, Lívia recebe a triste noticia que Jesus fora condenado à morte por Pilátos e já está a caminho do Gólgota.

Apavorada com tal notícia, procura ir até Jerusalém interceder por Jesus, diante do próprio Pilátos, mesmo sabendo que ele usaria de mais intenções para ajudá-la, em troca de seu amor por ela.

Chegando ao palácio é vitima de uma cilada, para aumentar a suspeita de infilidelidade, quando atende ao convite de aguardar Pilátos em um nincho particular, enquanto o senador Públio seria chamado para ver sua esposa saindo juntamente com Pilátos daquele recinto que ele só usava para bacanais.

Nessa trama até Pilatos está inocente, e ao recebê-la confirma que nada pode fazer, e já está consumado, pois a morte de cruz do mestre Galileu, foi a pedido do seu próprio povo.

Este encontro foi o suficiente para a separação de Públio e sua esposa, na qual situação, ele determina que a partir dali, ela vivería apenas como mãe dos seus filhos e sería esposa apenas nas aparências.

Retornando a Cafarnaum, Lívia observa, de seu terraço voltado para as colinas ajardinadas, bem ao longe no cume de um morro, a figura do mestre sendo pendurado no madeiro, e sente que fez o que podia para evitar mas não logrou êxito.

Revoltado com a esposa, o senador a proíbe de forma veemente sua estadas com os seguidores do Mestre Nazareno.

Com a perseguição imposta pelas autoridades romanas os seguidores de Jesus, dirigidos agora por Simeão de Samaria passam a encontrar-se nas catacumbas, para não serem capturados. O velho patriarca Simeão é também o criador de uma cruz, representando o cristianismo.

Mais tarde em umas dessas reuniões Simeão é preso, e morto a golpes de espada proferidos por soldados da guarda romana, e quando golpeado brada: “Morro como um cristão, e entrego minha vida em sacrifício a Deus”.

Lívia também é presa numa dessas reuniões, sem o marido ser sabedor, e é levada ao circo para ser comida pelos leões, e seu marido só veio saber quando estava morte.

A notícia de sua morte e de sua estada com os seguidores do Simeão, acontecera na mesma época em que o Senador recebera de uma pessoa muito intima, um imenso relato que inocentava sua esposa do cometimento de infidelidade conjugal com Pilátos.

Públio Lntulus foi vitimado de cegueira a ferro quente num ato de vingança praticado por um revolucionário Judeu por nome: André de Gioras, pai de um jovem que o senador mandara para o cativeiro cinqüenta anos atrás.

Esse judeu, André de Gioras fora também o raptor do pequeno Marcos filho de Públio quando chegou em Jerusalém, nos anos trinta.

Sendo agora sem saber, o torturador do próprio pai, cumprindo ordens de André para cegar-lhe os olhos com um ferro quente o jovem obedece ao seu amo.

Públio, mesmo cego morreu em Pompéia na explosão do vulcão Vesúvio acontecida entre os anos 79 e 80.

Segundo Emmanuel, depois de Públio ele retornou a terra como escravo por nome Nestório, e terminou seu ciclo de vida terrena no Padre católico Manuel de Nóbrega, e a partir de seu convívio com Chico Xavier autorizou que fosse colocado as letras, EM antes do nome Manuel para assim ficar caracterizado. EMMANUEL

EXPONDO AS CONTRADIÇÕES.

1-A descrição do suposto Senador em relação a Jesus fisionomicamente não condiz com a bíblia, e sim com o Jesus católico.
Em Isaias 53: 2,3 encontra-se o retrato de Jesus, onde enfatiza os escritos: “Nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.”

2-No capitulo 126 do livro, diz o Emanuel que Simeão de Samaria se alegrava em ver Jesus que naquele momento passava pelo planeta Terra. Entende-se com isso que Jesus não era um ser terreno residente na Terra.

3 – Quanto os pães multiplicado e consumido por Lívia e Samuel de Samaria, o Espiritismo não abona a afirmativa da multiplicação como fato real.

O próprio mestre do Espiritismo o Allan Kardec, afirma que, Jesus não multiplicou pães de forma terrena, e sim, com discursos.

O Emmanuel contrariando Kardec, afirma que Lívia comeu do pão multiplicado e sentiu gosto divino na substância.

4 -Nos anos trinta os seguidores de Jesus, assim também como os apóstolos não se encontravam em catacumbas, e sim no cenáculo ou ainda mesmo no Templo em Jerusalém.
As catacumbas datam do século dois e em Roma.

O título “cristão” dado aos seguidores de Jesus, surgiu uns quatro anos após a morte de Jesus, e em caráter pejorativo em Antioquia da Psídia, e não é próprio dos cristãos primitivos.

Portanto, os personagens de Emmanuel: Simeão de Samaria e Lívia, não poderiam, naquele tempo, conhecer essa expressão: “Eu sou cristão”.

O símbolo da cruz também mencionado no livro é uma contradição, pois foi criado pelo catolicismo.
A cruz era um objeto de horror para judeus e cristãos do primeiro século

5 – Não há contradição mais notória, qual o Emmanuel dizer em seus escritos que Lívia, de sua casa em Cafarnaum, sentada no terraço dava para ver ao longe a figura de Jesus no cume do morro, sendo pregado na cruz lá em Jerusalém, morando ela em Cafarnaum , distante, quilômetros e mais quilômetros.

6- Segundo o livro Jesus morreu devedor da intervenção de uma mulher não crente e sob suspeita de adultério para a sociedade.
Se por acaso Pilátos pudesse operar em favor do pedido dela, ele o faria convicto de que conseguiria seu intento. Note-se ai o Jesus de Emmanuel, um Jesus pobre miserável sujeito a influência terrena.

Fora disso descarta-se também os argumentos de André de Giorgia, judeu conhecedor da lei, ter roubado o filho de Públio Lentulus, o pequeno Marcus, sabendo que a lei pune com morte quem o fizesse, e quem não denunciasse.

Em fim, essa história só alimenta mesmo, aquelas pessoas famintos de utopias e ávidas de futilidades.

As contradições existentes no livro espírita são tão comuns, que nem os próprios adeptos não se dão conta do que lêem.

A multiplicação dos pães, por exemplo, é tida por Alan Kardec como um acontecimento mal interpretado, devido Jesus não ter multiplicado pães terrenos, e sim ele alimentou a multidão apenas com Palavras.

Enquanto o Emmanuel, afirma a multiplicação real de pães materialmente terrenos.

Leia também no endereço abaixo, o artigo: Jesus Cristo não multiplicou pães,

https://blogcelipe.wordpress.com
blogcelipe@hotmail.com

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