O catolicismo romano sempre foi e será uma proposta religiosa, considerada de forma massifica como ensinos universal bíblico, devido a sua maneira tradicional da aplicação doutrinária através do seu processo de formulação de crença e fé obrigatória. No catolicismo, a Igreja Igreja é o clero e não o povo, ou seja, os fies são apenas parte da Igreja.

Nestes termos, a crença católica está atrelada às determinações do que o Magistério da Igreja formula e decide como crença obrigatória, e verdade absoluta resultante dos acurados princípios bíblicos, originados dentro da filosofia Cristã Católica.

Entre os inúmeros discrepantes e as vezes até anedóticos Princípios Bíblicos Católicos, encontra-se esse recentemente, exposto pelo Papa Bento XVI, cuja intenção é suavizar a divida católica com os Judeus, quando da afirmação de que a Igreja Católica através de estudos bíblicos, procedidos nos livros dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, conclui e decreta e inocenta, como que tivesse autoridade para isso, o povo judeu de ter crucificado Jesus Cristo.

Em respeito a origem dessa afirmação, essa matéria evita de classificar tal afirmativa como expressamente ridícula.

A principio é importante considerar que a Igreja Católica não tem autoridade sobre as determinações de Deus e seus Propósitos, e nem tampouco no curso da História relativamente bíblica.

As afirmações do Papa Bento XVI, para defender tal tese, tem como base, os evangelhos, onde segundo as considerações teológicas dos estudiosos do Magistério Católico, não foi o povo em si que crucificou Jesus Cristo, e sim, as autoridades judaicas, ou seja, o povo de Israel, ou a sociedade judaica propriamente dita, nenhum compromisso teve com a morte do Filho de Deus, por motivo de todo Israel não se achava ali presente na hora do julgamento de Jesus Cristo.

Nestes termos, concluem que a ação partiu das autoridades judaicas e a culpabilidade cabe exclusivamente a essas autoridades e as pessoas que estiveram ali presente naquele julgamento incorrendo e participando daquela ação, e não todo povo de Israel, que por sinal, não poderia tanta gente está ali presente.

Qualquer criança que tenha entendimento bíblico superaria a teoria católica quando da afirmação que não foi graças ao povo que Jesus foi crucificado, e sim, decisão das autoridades judaicas.

A crucificação de Jesus Cristo, segundo realmente nos mostra a Bíblia anula essa anedótica teoria católica, e revela a distancia e o compromisso indevido do Catolicismo e até mesmo do Papa Bento XVI com o Evangelho de Jesus Cristo no referente à Salvação por meio de Sua Morte, e Morte de Cruz.

A Igreja Católica defende como verdade incontestável e absoluta (Dogma), ser o catolicismo a continuidade da Igreja Apostólica Primitiva, e o Papa a autoridade maior da Igreja, representado na sucessão do apóstolo Pedro.

Com base nisso, essa matéria apresenta de forma bíblica clara e transparente,
A divergência entre o Apóstolo Pedro, nas considerações sobre a crucificação de Jesus, e aquele que afirma ser seu sucessor ministerial, o Papa Bento XVI.

Em seu primeiro discurso a multidão de povos que se encontrava em Israel, o apóstolo Pedro chama a atenção de todas as pessoas que se encontravam ali presentes, tantos Judeus como os estrangeiros que habitavam em Jerusalém, para explicar-lhes o fato do efeito do Espírito Santo, nas pessoas que forma batizadas, e muitos achavam que se tratava de embriagues.

(Atos 2:14,15)

Então Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
Pois estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto que é apenas a terceira hora do dia.
Entretanto, neste mesmo discurso, quando o assunto tende a tratar-se da crucificação de Jesus, o apostolo aborda o assunto dirigindo-se especificamente ao povo de Israel ali presente junto com os estrangeiros, e mostra nítida e claramente a responsabilidade de todo o Israel sobre a rejeição de Jesus Cristo, e consequentemente sua inocorrência na morte do Mestre Galileu que ele aponta como Varão aprovado por Deus e rejeitado por todo Israel.

(Atos 2:22,24)
Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;
A este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos;
Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.

A Bíblia mostra transparentemente que o pecado principal de Israel foi a rejeição de ver em Jesus Cristo, o Messias Prometido e consequentemente o Sacrifício Único e agradável a Deus como vitima escolhida para ser o Cordeiro Imaculado.

Mostra também que o povo Judeu só rejeitou a Jesus Cristo pelo motivo de Deus ter endurecido os seus corações para tal rejeição, e tapado os seus ouvidos, para não aceitarem os ensinos, e cegou os seus olhos, para que eles não vissem em Jesus o enviado de Deus.

Todo esse processo proposital divino, aparentemente aos olhos da carne, complicado e desumano, tinha como finalidade que a rejeição de Israel, os tornaria inimigos de Deus por matar o seu amado Filho, mas que essa rejeição faria com que as pessoas que viram em Jesus o filho de Deus, tornaram-se filhos por adoção.

Com isso, registra a Bíblia que a desobediência de Israel serviu para que nós fossemos enxertados na arvore principal e imortal que é Cristo, e que Israel se tornou inimigos, por propósito de Deus em cegar-lhes os olhos, por que sem a rejeição de Israel não haveria o Sacrifício que nus levaria a adoção.

Mesmo rejeitando, Israel está cumprindo o propósito de Deus no papel de servo, sem ter noção que sua rejeição está a serviço de Deu, tornando-se inimigos pela desobediência, mas servos por ter imolado o Cordeiro que tira o pecado do mundo, o qual, não seria imolado se não fosse rejeitado.

(Rom.11:25,32)
25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado;
26 e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades
27 e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados.

28 Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
29 Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis.
30 Pois, assim como vós outrora fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles,
31 assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada.
32 Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.

Contrariando toda essa discrepante declaração do Papa Bento XVI, o apóstolo Pedro, o qual, o Papa se diz seu sucessor, e para isso deveria seguir seus ensinamentos, fazia questão de tornar cada vez mais claro, a culpabilidade de todo povo de Israel na morte de Jesus, no sentido que tal emulação os levasse a meditar serem induzidos ao arrependimento.

(Atos 3.12,19)
12 Pedro, vendo isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos admirais deste homem? Ou, por que fitais os olhos em nós, como se por nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?
13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, quando este havia resolvido soltá-lo.
14 Mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida;
15 e matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.
16 E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
17 Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades.
18 Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado que o seu Cristo havia de padecer.
19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor,

Observe-se atentamente que, mesmo Jesus Cristo tendo intercedido pelo povo pedindo a Deus perdão por eles, porque não sabiam que estavam sobre efeito da profecia de Isaias 6.9,10, Pedro os estimula ao arrependimento, de eles terem compartilhado na morte de Jesus Cristo, e até aqueles dias não viam ainda em Jesus o filho de Deus, e sim um impostor, por isso seus pecados permaneciam.

( Isa. 6.9,10,)
9 Disse, pois, ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.
10 Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os olhos, e ouça com os ouvidos, e entenda com o coração, e se converta, e seja sarado.

Levando em efeito as declarações do Papa Bento XVI, o Apóstolo Pedro deveria ter dito ao povo que eles não tinham pecado nenhum referente a morte de Jesus, e portanto não necessitariam de arrependimento neste sentido, neste caso especifico, quando Pedro fala a multidão, no episódio da cura do paralítico, ele ou foi burro ou foi maldoso, em querer culpar a multidão, que segundo o Papa nada tinha haver com a crucificação de Jesus Cristo.
Ainda o apóstolo Pedro, contraria a teoria de Bento XVI, quando em oração, confirma que não só as autoridades judaicas mas todo o povo de Israel incluindo os estrangeiros residentes estavam debaixo do pecado da culpa pela morte de Jesus Cristo, para cumprir o que o conselho de Deus determinou,como consta no livro de Salmos 2.1,2.

(Atos 4.26,28)
25 que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?
26 Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.
27 Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel;
28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse.

Conclui-se que todo Israel tem parte na crucificação de Jesus Cristo, por ter receitado o Filho de Deus como, Sacrifício Único e Agradável em cheiro suave a Deus, encerrando o ciclo dos sacrifícios de animais que jamais lhe tiraria os pecados.

Nos sacrifícios antigos testamentários Israel recebia o perdão de Deus, não pela morte e oferta dos animais, que morriam sem ter consciência da serventia de suas mortes, mas sim, porque Deus pela sua Infinita Misericórdia tinha compaixão deles pela promessa feita a Abraão.
Jesus Cristo como Sacrifício foi Vítima voluntária com consciência do que ia passar e do efeito agradável que iria provocar em Deus como oferta voluntária, não só por Israel, mas por todo aquele que vê nele o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Israel ainda hoje vê em Jesus um profeta, e continua sobre a profecia de Isaias 6.10, e conserva sua esperança na vinda do Messias prometido, anulando assim o sacrifício de Jesus por eles.

Fechando comentário sobre anedótica declaração papal conclui-se que o pobre do Pedro é um nada diante da sabedoria de Bento XVI cuja autoridade em ligar e desligar no céu e na terra supera a de Pedro.

Porém considere-se o Apóstolo Pedro ter sido um simples ignorante pescador que não se pode nem de longe comparar-se com sua Santidade o Papa Bento XVI, homem culto completo em filosofia e línguas, gozador de prestigio mundial, a ponto de quando viajar ter o espaço aéreo reservado e protegido para sua segurança, e ainda proteção militar terrena, e fiscalização naquilo que vai degustar.

Não se comparar a um pobre pescador iletrado que morreu sendo perseguido pelo que proclamava como verdade absoluta, que só em Jesus Cristo, e na aceitação de seu Sacrifício está a salvação, e os Judeus precisam crer nisso.

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